9 de fevereiro de 2015

Depois do nosso city tour pelas ruínas de paredones, geoglifos buena fe e aquedutos de Cantallo pela manhã, seguimos o passeio. Nossa próxima parada foi o passeio mais tradicional da cidade: sobrevoo as famosas Linhas de Nazca.

Como contamos no post anterior, nós já tínhamos visto algumas das linhas a partir do mirante natural nos arreadores de Buenos Fe. Mas nada se compara ao sobrevoo, de longe é a melhor maneira de apreciar as linhas.

As Linhas de Nazca
As Linhas de Nazca foram descobertas na década de 1920, quando uma antiga companhia aérea peruana começou a fazer a rota Lima x Arequipa. Foram os pilotos que perceberam as linhas do deserto entre os vales de Palpa e Nazca.

Sistema de irrigação de água
Os aquedutos
Depois dessa descobertas, diversos arqueólogos foram ao local para estudar as linhas e/ou o sistema de irrigação dos Incas. Mas foi Maria Reiche, que, anos depois, dedicou sua vida a estudar e preservar as linhas. Nosso guia nos contou que ela era vista como louca na região, pois ela saía de casa sozinha e passava o dia inteiro no deserto trabalhando nas linhas.

A baleia
O macaco
As Linhas de Nazca foram declaradas Patrimônio Mundial da Humanidade em 1994. Elas se tornaram a atração principal da cidade de Nazca. As linhas se encontram espalhadas por mais de 500 quilômetros quadrados de um planalto árido entre os rios Nazca e Ingenio. Todos os desenhos, desde as mais simples formas geométricas aos mais detalhados desenhos intrigam todos que vão até o local. De cima é possível ver que até a estrada foi construída próxima das linhas.

O Cachorro
O Colibri
Calcula-se que são mais de 800 linhas retas, 300 figuras geométricas (geoglifos) e  cerca de 70 espetaculares desenhos de animais e plantas. Todas as figuras são quase imperceptível no nível do solo. Só quando vistas de cima é que formam um rede impressionante de enormes figuras estilizadas e canais. As figuras são, em sua maioria, gravadas em linhas contínuas; já os geoglifos se formam a partir de triângulos, retângulos e linhas retas perfeitas, que  cortam o deserto por vários quilômetros.

O Condor
A Aranha


O sobrevoo
O nosso guia e motorista nos levou até o aeroporto para pegarmos o voo que tinha sido reservado pela dona do hostel em que nos hospedamos, quando chegamos lá fomos direcionados a companhia que ela havia reservado. Fizemos todos os procedimentos para o voo: demos os nossos nomes para verificarem a reserva; depois nos perguntaram se tínhamos voucher, não tínhamos, mas não foi nenhum problema; nos pesaram para fazerem o mapa de assento no avião, que é feito de acordo com o peso para equilibrar o avião; por fim, aguardamos o grupo se formar. Só depois disso tudo foi que pudemos dar uma olhada no aeroporto.

O aeroporto conta com muitas companhia diferentes que fazem o mesmo voo, uma do lado da outra com preços muitos similares. Enquanto estávamos aguardando percebemos que as companhia trabalham com dois tipos de voos diferente, na verdade, há um mais curto e outro mais longo. Nós fizemos o mais curto, que durou cerca de 30 minutos.

Quando descobri isso, até tentei convencer o Bruno a fazer o mais longo, só que para ele 30 minutos estavam ótimos. Depois de subir no avião fiquei feliz por ele não ter cedido a minha vontade já que tão logo o avião começou a subir eu comecei a passar mal. Enjoei muito o voo quase todo, mas não precisei utilizar os saquinhos de vômitos. Talvez a minha sorte é que tínhamos tomado café há bastante tempo. Por esse motivo, quem aproveitou muito bem o voo foi o Bruno que não sentiu nada e conseguiu ver todas as formas apontadas pelos pilotos rapidamente.

Depois de esperarmos algum tempo, finalmente, nos chamaram para efetuar o pagamento da taxa de embarque e apresentar os nossos passaportes. Sim, não esqueça de levar os passaportes porque apesar de ser apenas um sobrevoo pelas linhas, todos os procedimentos de embarque são muito similares ao de um embarque tradicional.



Nós voamos com a Aero Palcazu e nosso avião tinha 6 lugares além dos 2 pilotos. Foi o co-piloto que indicou onde deveríamos sentar. O Bruno foi no primeiro assento com um outro homem. Depois dele foram duas mulheres e eu fui sozinha no último assento. Acho que foi por isso que passei mal, pois algum de nossos guias nos disse para não ficar olhando para os dois lados do avião. Já que ele ia se inclinar dos dois lados para todos verem as figuras. Só que como eu estava sozinha ficava olhando para os dois lados e muito rápido estava enjoada.


O Astronauta
Quando o voo estava chegando ao final eu estava começando a melhorar, porque parei de tentar olhar os dois lados. Só que já tinha sofrido um bom tempo.



Várias figuras próximas da estrada.
Assim que saímos do avião e chegamos ao aeroporto novamente, tinha uma van nos esperando para nos levar ao hostel. Nos tínhamos poucas horas para almoçar e descansar para fazer nosso último passeio em Nazca.


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Dados Financeiros

Sobrevoo: US$ 80.00
Taxa de voo: S/. 25,00


Viagem em realizada em Agosto de 2014.


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5 comentários :

  1. Essas linhas realmente são impressionantes!

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    1. Realmente é impressionante como este povo sabia o que era proporção :)

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  2. Eu também enjooei. Mas apesar disso, faria o voo de novo. Foi um a ótima experiência.

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    Respostas
    1. Eu por um outro lado, não parava de fotografar a cada segundo, tadinha da tati o aviào mal subiu ela enjoo.
      By Bruno Ferreira

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